segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Encharcar-se




Dois em um naquele instante!
Suavam mais que garrafa tirada do freezer.
Olhares entrelaçados. Penetrante!
Celulares abandonados. Ao bel prazer.

Cada esfregar tinha sua onomatopéia.
Pedidos eram feitos com as mãos.
Cada minuto parecia uma epopéia;
Eu era só um hospede, você anfitrião.

E chega a hora de encharcar-se.
Olhei para o céu e me adoraste.
Boca, língua, saliva...

O que morria, agora, se sente viva!
Escorre, seca e enxuga...
Saio lentamente. Tartaruga.

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