segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A humildade de saber mudar.


Se a um mal entendido a gente resistir...
Ou se a uma briga a gente superar...
Se numa conversa eu me redimir...
Fico esperando você perdoar!

Espero que a gente viva assim
Com a humildade de saber mudar
É o caminho para ser feliz
Com os problemas para superar.

Não peço que me venha com a perfeição...
Oh, ela não existe!

Se eu não tiver força pra admitir...
Ou se o orgulho não te esmagar...
Se disse que eu esqueci...
Fico esperando você perdoar!


Espero que a gente viva assim
Com a humildade de saber mudar
É o caminho para ser feliz
Com os problemas para superar.



Não peço que me venha com a perfeição...
Oh, ela não existe!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Madrugada.


Eu sou o desejo chegando de madrugada.
Que não espera o brilhar do sol.
Sou desespero, ansiedade maltratada
Mas quando acordo te enrosco em meu lençol.

Às quatro e meia sinto o cheiro de queimado
É o teu corpo em combustão a me chamar.
Se me atraso perco tudo calcinado
E se me adianto não me importo em queimar.

Como dragão, cuspo fogo incessante.
E não há arma que consiga me parar.
Sou desse jeito. Uma criança inconsequente
Aguente firme. Está pertinho de acabar.



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Quando as palavras fogem... Ódio.


Tenho ódio quando as palavras me fogem
E fazem de mim um prisioneiro do silêncio.
Fico transtornado. Coisas corroem
E o nada passa a ser o meu tormento.

Faço um esforço. Tento, discorro,
Mas cada fracasso me trás frustração.
Me apego a isso. Faço de novo
Até o meu ar rasga o pulmão.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Teu feitio.


Nesse teu colo faço ninho
Carinho pra gente deitar.
Só pra provar que está quentinho
Vinho doce de degustar.

Meu sono agora é calmaria
Traria paz, se sempre presente.
Tua ausência causa taquicardia.
Fatia do tempo. Infelizmente.

Na tua partida me angustio.
E um fio me traz lembrança sem tamanho.
Pois és alegria. Teu feitio.
Confio o prazer no teu encanto.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Desconfiado.


Amar. Essa necessidade conflitante
Que exerce sobre nós força ultrajante
E que nada faz cessar o seu desejo.

Amor. Sensação exagerada
Que faz a vida correr apressada
Mesmo a gente querendo o tempo parar.

Dúvida. A traidora de qualquer emoção.
Traz o tormento dizendo que não há devolução
E a gente arremete num puro extinto de defesa.

Adeus. O desossar da imortalidade
Fazendo nascer a descredibilidade
Deixando de resto apenas o medo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

É a vida.


Quando se vê uma porta fechada
É a vida, de forma apressada
Mandando a gente olhar pra outro lugar
Ensinando que "do lado" tem o que mostrar.

Quando tudo estiver dando errado
É a vida, com seu jeito esparramado
Dizendo que faltou "planejamento"
Ou que é preciso mais engajamento.

Quando seus amigos são só críticas
É a vida, cheia de "pragmáticas"
Dando uma tapa na tua cara
Te implorando pra tirar a máscara.



Samba apocalíptico.


A um ano atrás eu perdi as esperanças e aqui estou eu, vivo!

Sonhei que sol não queimaria
Ardia, ardia, ardia.
Sonhei que o mar voltava a sua calmaria
A vida, a vida, a vida.
As sementes que eu plantei não vingaram;
Os tiros que dei não acertaram ninguém, mas...

A um ano atrás eu perdi as esperanças e aqui estou eu, vivo!

Sonhei que o amor voltava a minha vida
Ardia, ardia, ardia
Sonhei que a paz chegava a minha vista
Há vida, há vida, há vida.

As sementes que eu plantei não vingaram;
Os tiros que dei não acertaram ninguém, mas...


A um ano atrás eu perdi as esperanças e aqui estou eu, vivo!