segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O que não se derrete... Frio


Quando fecho os olhos é pra não ver seu dedo apontando pra minha ida;
Pra esquecer que eu só sinto dor, falta e medo.
Que cada amanhecer é mais torturante do que a própria vida
E se for pra ser assim que eu desista a qualquer preço.

Por que pedaços só quem merece é cachorro
Eu preciso ser inteiro, todo e em tudo.
Me torno fatia quando o desejo era ser completo
Esboço de tudo aquilo que eu não esqueço.

Me pergunto onde foi o acerto, por que só consigo ver o erro.
A luz me adormece e a escuridão me alivia.
Esse contraste é conciliante a essa dúvida que me agonia
Onde um pedaço separado insiste todo dia em ser inteiro.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Confuso?


Tal qual a tua beleza... Nada!
E tão quanto o que tu sentes... solidão.
Se o que espera é um acidente... destino.
Pra quando o acaso abrir a porta... tormento.

Tão quanto o que te espera... Faça.
E tal qual o teu passado... Negação.
Se teu desejo te anseia... Conflito.
Pra que o honesto apareça... Argumento.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Iludida Consciente


Não se faça de vitima.
Desde o começo eu havia lhe dito
Que comigo não tem essa de compromisso.
Sou um pássaro solto vivendo a vida.

Acho que você gosta dessa ilusão
De que tudo está firme ao seu redor
Que toda incerteza é a confirmação
Que a sua vida vai de mal a pior.

Não vê o que está a frente
Dizendo querente um simples NÃO!
Dá as costa pra tudo que negue sua verdade
Pois sabe que não aguenta nenhuma rejeição

E corre criança pra baixo da cama
Se esconde de quem deveria enfrentar
Mas é uma das dores daquele que ama.
E que honestamente deixou-se pra lá!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando o corpo fala tudo o cérebro não diz nada!



Quando o corpo fala tudo
O cérebro não diz nada.
E o contorno se torna obscuro
De coisas que não acrescentam a alma.
Tem gente preocupada com isso
Em fazer o corpo dizer.
Esquece que o corpo falando
É sinal que o cérebro não diz nada.

Se a silhueta desestrutura,
As ideias é que abalam.
Não a nada pior do que mulher burra
De cabeça esvaziada.
Com beleza de carne nua
De tristeza quando falada.
Esquece que o corpo falando
É sinal que o cérebro não diz nada.

Mas os olhos é quem são enganados
Com essa tal "perfeição",
De mulher que não sabe de nada
Por ter um corpo a lá violão.
Pensam que conquistam o mundo
E nisso sempre pensarão.
Esquece que o corpo falando
É sinal que o cérebro não diz nada.

Vou parar por aqui
Pra depois não ser hipócrita.
Por que todo mundo sabe
Que pra homem beleza importa
E que muitas vezes por preguiça
Escolhemos o que nos bate a porta.
E esquecemos que o corpo falando
É sinal que o cérebro não diz nada

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Como eu posso?

  
E como eu posso deixar você
Se me apontas esse olhar
Que faz minha alma estremecer
E faz minha boca silenciar.
É a mais singela demonstração
Do afeto que tens a me dar
Como é que eu deixo você ir
Prefiro mais poder ficar.

Quase cometo o disparato
De vê-la dar-me um adeus
Se eu a perco, entrego aos braços
De outro que não seja eu.
Será loucura minha sim
Perder alguém com seus traços
Mulher igual a minha não
Existe aqui nem no espaço.

Quando a beijo vejo até
O que a ciência não descobriu
São sensações ou será fé
De que o amor me atingiu?
Não vou perder meu tempo aqui
Tentando achar explicação
O meu amor está ali
Preciso dar-lhe atenção.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Esses sentimentos...


No estômago agitado sinto a tristeza chegar.
Vai e vem, vai e vem de incertezas a me machucar.
E estrondos mentais surgem de desesperos
Um aguaceiro parece querer chegar aos olhos.

E eu que sou aflito por natureza
Esqueço a esperteza de fugir desses sentimentos
De tormentos injustos, de palavras avulsos
Que doem mais do que eu precisava.

Sinto culpa pelo que não fiz
E dor por não ter feito.
Um prisioneiro fadado a estar limitado
Carregando o fardo que não deveria ser seu.

Cada esforço parece ser um descaso
O descuido se tornou fato
E eu que sou aflito por natureza
Esqueço a esperteza de fugir desses sentimentos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tato demais...


Não me trate como oco
Corpo é tato demais 
Mais do que isso sou alma
Calma que te empresta a paz.
Pois corpo sem alma
É palco sem banda
Atracão que não está em cartaz.