segunda-feira, 16 de abril de 2012

É isso.


Dos abraços derramados, que um dia demos
Eu me tremo da saudade daqueles momentos.
E me atormento envolto a extremos
Que as vezes acalma esse descontentamento.

Lembro da nossa língua apimentada
Que insistentemente se davam em nós,
Atados pelo calor que a boca entregava.
Sentados, desnudos, com os amigos lençóis.

Tua boca, que se enchia de "companhia"
Era a minha alegria a cada inserção.
Pulsação molhada e enrijecida
Desaparecia como estouro de balão.

A mão que deslisava pelo peito
Era o meu deleito vendo teu mamilo clamar
Chamar pra alento
Que a sucção provoca ao te apertar.

Lembro "da tocha" ardente
Que entrava à "porta",
Que encontrava "exposta"
A vontade outrora pendente.

Escorriam prazeres escabrosos,
Friccionados repetidamente
Todos bem objetivados
A cumprir o que foi dito antecipadamente.

Teus suspiros são todos inspiradores
Negociadores das vontades absurdas
Estupidas são nossas dores
Temores que vencemos as escuras.








domingo, 8 de abril de 2012

O que procuro!


Estou a procura de perigos,
De dúvidas tortuosas,
De conflitos desnecessários.

Desbravo complicações,
Nado por problemas,
E passeio pelos medos.

Eu quero mais riscos,
Enxugar mais lagrimas,
Entender mais decepções.

Busco novidades,
Motivos para perplexidade,
Vontade de admiração!

Feridas com histórias,
Marcas reveladoras,
E cicatrizes enigmáticas.

Eu procuro o amor!





quinta-feira, 5 de abril de 2012

As rimas de outrora...


Porque roubastes o que não te pertencia?
E porque reivindicastes minha alegria?
Como se já não bastasse tirar meu sono
Vens assim de assalto querer ser o meu dono.
Esta liberdade, agora perdida,
Era o que de mais belo eu tinha na vida.
As rimas de outrora, substanciadas,
Agora estão cinzas e não servem pra nada.
Meus dias coloridos se acabaram
E parece não haver nada que os tragam.
Isso tem me incomodado tanto
Que até as linhas que escrevo são de pranto.
Coisas que só um balde faria
Unido-se a água para acordar-me hoje em dia.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A máquina do esquecimento.


-Diga onde você quer chegar?
-Espera, falta concentração...
-Pra mudar o que você não gostou "aperte o botão". Outra vez! Veja a situação. Em branco se fez!

-Se apagar for melhor que mentir pra mim?
-Pense bem!
-É melhor não olhar pra trás!

-Quero muito de tudo esquece. Tenho tempo pra reaprender.
-Deletar iria me ajudar. A dor exaurir... E sem ter no que mais pensar me sinto feliz.


-Se apagar for melhor que mentir pra mim?
-Pense bem!
-É melhor não olhar pra trás!

-Diga onde você quer chegar?

domingo, 25 de março de 2012

O cego.


Desce escorregando lentamente por dentro,
Nas minúcias das dúvidas constantes,
Nos medos que agora são residentes
Daquilo que eu não queria. Aflito.

Salgada, como é de praxe.
Arde fora do comum,
Como se os "poros" nunca tivessem fechado.
Eu sinto mesmo é tudo rasgando.

Me fazendo lembrar daquele "candelabro".
Trazendo o arrependimento ao vocabulário.
Tapas na cara que o reflexo me dá,
Que eu preciso aprender onde quero chegar.

Tarde de domingos me fazem assim...
Seriedade, ambiguidade, curiosidade.
Toda hora pedindo a verdade
Que me faça voltar a ver...


terça-feira, 20 de março de 2012

Mentiras e sorrisos.


Ela percebeu que a sigo pela rua

Deve achar que sou um tipo de doente

Mas só em ver os seus passos me acabo
De ilusão, sim de ilusão

O disfarce acabou e agora a saída é fingir,
Demonstrando que não sinto nada ao lhe ver.
As mentiras se acumulam no sorri...
Como dizer que:


Não agüento mais guardar
O desejo de ser teu
E estourar esse balão que o ar aqui encheu
É tão bom extravasar
Esse ardor que ninguém sente.
Se eu disser...Se eu disser... Melhor não!


Será que devo arriscar e confessar a minha culpa
Por não ter tido uma atitude mais decente
De me expor sem ter medo do acaso
Aflição! Como dizer que:

Não agüento mais guardar
O desejo de ser teu
E estourar esse balão que o ar aqui encheu
É tão bom extravasar
Esse ardor que ninguém sente.
Se eu disser...Se eu disser...É amor.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Das profundezas do que é belo e feio...


Das profundezas do que é belo e feio, tu estavas lá!
Pois em beleza conquistaste um sentimento
E no que é feio plantastes decepção.

Um sentimento que nasceu desatento
Que por estética não deveria existir,
Mas que por insistência, resolveu nascer.

Do que é feio, tirastes a segurança,
Que a gente luta muito tempo para ter.
E então "vossa alteza" pisastes com desprendimento.

A ti digo que perdeste uma chance
Que por sorte um dia encontrarás
A vida não se doa como antes...