quarta-feira, 9 de maio de 2012

Jesus X Diabo


Poesia e alegria parecem inimigos,
Tal qual Jesus e o Diabo.
Quando se encostam saem até tiros
Tirando o exagero, esse não é o meu caso.

Penso dia e noite.
Minha alegria se relaciona com ela,
Mas ao pegar na caneta - boicote!
E o que era uma declaração, escorrega.

Me culpo, me esforço, rabisco.
Parece que estou sendo forçado a falar.
Ai vou lembrando das coisas que te cochicho
E logo as ideias começam a chegar.

Vão vindo as lembranças dos momentos acamados
Das distancias que a gente desbrava ao se olhar
Que cada segundo contigo estado
É uma alegria que eu vou guardar.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Saltitante.


Estou tentando não parecer criança
E confesso que está sendo uma tortura.
Que a vontade aqui dentro é só doçura.
Vergonha de te puxar para uma dança.

Pois pula aqui dentro um menino
Que como um sino tem vontade de avisar,
Que as alegrias vividas pra acalmar,
São tão distintas quanto a força de um hino.

O meu desejo é que a demora diminua
E nosso encontro acelere.
Pra estar contigo outra vez de cara nua,

Pra que o tempo seja alegre.
Pois a minha mente é tua
Bem saltitante, fervorosa, como uma lebre.

Apreciando você!


Eu queria te escrever, mas pareço bloqueado.
Fogem letras, fogem ideias. Fogem apressadas.
Como se tudo ainda estivesse desmontado,
Como se o encaixe se desse a largas passadas.

Repetição. É o que quero a cada encontro ofertado.
Que se repita a minha paciência e tua humildade.
Que o sorriso acene pra felicidade
De estar a cada momento ao lado.

É. Parece que com o tempo as coisas tendem a se arrumar.
E perfumam todo o nosso ambiente
Dizendo aqui no ouvido, discretamente,
Que está na hora de se olhar.

Que a minha insistência seja tua até que esgote.
Que a cada semana contigo seja um "virote".
Pra gente engolir gelado o sabor que nos é dado.
Deixando a garganta apreciar esse "amargo".




sábado, 21 de abril de 2012

O professor (?)


Quando me falastes do teu desconhecimento
Fui animado por um espirito de professor.
E todo conteúdo apreendido foi ensinado,
Tudo com muito cuidado. Um orientador.

Então os espelhos se fizeram necessários
E cada raio refletido mostrava motivação.
Muita atenção em todos os comentários!
O que os olhos perceberem... Distração.

"Passa a borracha na língua pra ver se apaga".
E ai vamos vendo o papel ser dilacerado.
Porque a água que invade esfarela.
Um pequeno dano, mas necessário.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

A felicidade não espera reconhecimento


Tudo o que eu digo calado fazem pessoas se salvarem.
Fazem o atrito escorregar. Traz ao mundo menos destruição.
Essa boca fechada, para alguns, diz mais que pastagem,
Faz uma miragem se tornar salvação.

Porque há tempo pra tudo debaixo do céu
E esse é o tempo de contentar-se com o que foi dito.
De avaliar o que vale a pena fora do "papel",
Por que para outros, palavras não são só palavras, nem mitos.

A felicidade não espera reconhecimento. Não sou aprendiz!
Pois não tenho tempo pra medir o quanto quero ser feliz!
E se me perguntarem "se estou arrependido?"
Direi que sim, mas só por ter desistido.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

É isso.


Dos abraços derramados, que um dia demos
Eu me tremo da saudade daqueles momentos.
E me atormento envolto a extremos
Que as vezes acalma esse descontentamento.

Lembro da nossa língua apimentada
Que insistentemente se davam em nós,
Atados pelo calor que a boca entregava.
Sentados, desnudos, com os amigos lençóis.

Tua boca, que se enchia de "companhia"
Era a minha alegria a cada inserção.
Pulsação molhada e enrijecida
Desaparecia como estouro de balão.

A mão que deslisava pelo peito
Era o meu deleito vendo teu mamilo clamar
Chamar pra alento
Que a sucção provoca ao te apertar.

Lembro "da tocha" ardente
Que entrava à "porta",
Que encontrava "exposta"
A vontade outrora pendente.

Escorriam prazeres escabrosos,
Friccionados repetidamente
Todos bem objetivados
A cumprir o que foi dito antecipadamente.

Teus suspiros são todos inspiradores
Negociadores das vontades absurdas
Estupidas são nossas dores
Temores que vencemos as escuras.








domingo, 8 de abril de 2012

O que procuro!


Estou a procura de perigos,
De dúvidas tortuosas,
De conflitos desnecessários.

Desbravo complicações,
Nado por problemas,
E passeio pelos medos.

Eu quero mais riscos,
Enxugar mais lagrimas,
Entender mais decepções.

Busco novidades,
Motivos para perplexidade,
Vontade de admiração!

Feridas com histórias,
Marcas reveladoras,
E cicatrizes enigmáticas.

Eu procuro o amor!