terça-feira, 8 de março de 2011

"O que eu via na minha parede"


Entre desenhos, rabiscos e pintura, existem palavras.
Palavras que terei que diluir da minha vida.
Vida que deixo pra trás sabendo exatamente o que eu perdi.
Perdi o meu eu que agora luto pra traze-lo de volta.
Volta e meia me perco desse mundo envolto de mim.
Mim que é o ser dentro desse meu eu que luta pra se achar.
Achar, sabe como é não é? Cai sempre na "agulha no palheiro".
Palheiro que na verdade era ferro forte, inabalável.
Inabalável é o jeito bonito de dizer que era simples.
Simples não do meu ponto de vista.
Vista que hora vê tudo e hora não vê nada.
Nada, era uma das palavras que não se encaixava.
Encaixava? Sim, encaixava, e como.
Como uma luva que serve para uma mão.
Mão que se abre pra deixar o pássaro voar.
Voar em direção ao que eu decidi apagar.
Apagar...
Apagar...
Apagar...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Solidão


Balões cheios de hidrogênio;
Pipoqueiros de alerta;
Vendedores de refrigerante;
Crianças sonhando em se soltar.
Ruas interditadas;
Banda marcial tocando marchinhas;
Pelotão dando o tiro inicial;
A carroagem está aposta;
Os cavalos preparados;
A cavalaria mostrando sua potência;
Os soldados marcham;
As pessoas aguardam;
Outras gritam de anciedade.

As cornetas te anunciam
Os reis e rainhas te obeservam
O mundo aguarda sua passagem...








Mas você não vai!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Bumerangue


É um assombro, medonho, tristonho...
Fica chamando, falando, lembrando...
Que nessa vida há momentos bumerangue.
E se agente não espera, recebe um ataque.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...

Surpresas agora... Vai embora, cai fora.
Ser encontrado, achado, buscado...
Faz um embrulho no meio do corpo.
Deixando a gente nervoso de novo.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...


E fujo desse teu olhar
Pra não sentir o desprezo
Que as vezes passa a marcar
Um belo amor com um mau desfecho.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dúvidas


Toda vez que a mente pensa, sinto calafrios.
Desvios de uma história deixada na lembrança.
Aliança quebrada em meio as dúvidas,
Ulceras que agora me fazem companhia.
"Alegria" que infelizmente eu sei que vou sentir.
Sorrir se torna desejo,
Calejo a cada fracasso meu.
E eu, que sonhava com "absurdo"
Fico mudo em meios aos bafafás.
Que lá atrás já me marcaram
Falaram, falaram, falaram...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ponte safena


Meu coração é de carne sim, mas aprendeu a pensar.
Minha cabeça bate. Bate, bate igual a um tic tac.
Por isso não é fácil calar, assim como não é fácil falar.
Isso trás sequelas.
Veias entupidas não bombeiam sangue para onde se deve e isso causa uma tremenda dor dependendo para onde se vai.
Aneurisma, enfarto e tantas outras coisas.
Eu sou um vazo entupido, prestes a estourar, a causar inflamação, infecção generalizada. Por que é tanta coisa presa, guardada, doida pra sair, doida pra passar, mas eu não deixo.
Uma bomba que não sabe quando , mas que sabe o destino que tem e isso não se vê quando se sai sorrindo numa foto, ou quando você vai pra uma festa, ou ainda quando quer beber sem esperar que isso se torne ressaca.
Pois é meus caros "corações", todo sangue deseja fluir no seu curso, mas nem todo mundo tem a chance de fazer um "ponto safena".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E chove desde que você se foi...


Quanta folha no chão...
As árvores murcharam
O céu está fechado
A grama ressecou
O sono cansa
As cores acinzentaram
E chove desde que você se foi.
As pessoas não se olham
Os carros bateram
A água é barrenta
O libido sumiu
As feridas não se fecham
Os passaros não cantam de manhã
E chove desde que você se foi.
Os celulares perderam o sinal
As dores se intensificam
O calor desapareceu
A alegria deixou as crianças
O vento parou
As refeições são amargas
E chove desde que você se foi.
O alcool não faz efeito
A morte é amiga
O sonho agora é só uma ideia
A bondade alivia
O futuro atormenta
Amar é uma palavra apenas
E chove desde que você se foi.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Algo pra se orgulhar


Vamos mudar o mundo nesta segunda-feira
E fazê-la brilhar mais que das outras vezes.
Vamos sair de mãos dadas felicitando os que vestem branco
E tentar consolar os que estiverem de preto.

Por que hoje o mundo será nosso.
Por que eu quero voltar a crescer com você
E fazer da nossa felicidade algo pra se orgulhar.

Vamos mudar o mundo nesta segunda-feira
E mostrar que ser feliz é uma questão de vontade.
Vamos ao varadouro ver o sol se por
Esperando que amanhã isso se repita com a mesma intensidade.