quinta-feira, 5 de abril de 2012

As rimas de outrora...


Porque roubastes o que não te pertencia?
E porque reivindicastes minha alegria?
Como se já não bastasse tirar meu sono
Vens assim de assalto querer ser o meu dono.
Esta liberdade, agora perdida,
Era o que de mais belo eu tinha na vida.
As rimas de outrora, substanciadas,
Agora estão cinzas e não servem pra nada.
Meus dias coloridos se acabaram
E parece não haver nada que os tragam.
Isso tem me incomodado tanto
Que até as linhas que escrevo são de pranto.
Coisas que só um balde faria
Unido-se a água para acordar-me hoje em dia.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A máquina do esquecimento.


-Diga onde você quer chegar?
-Espera, falta concentração...
-Pra mudar o que você não gostou "aperte o botão". Outra vez! Veja a situação. Em branco se fez!

-Se apagar for melhor que mentir pra mim?
-Pense bem!
-É melhor não olhar pra trás!

-Quero muito de tudo esquece. Tenho tempo pra reaprender.
-Deletar iria me ajudar. A dor exaurir... E sem ter no que mais pensar me sinto feliz.


-Se apagar for melhor que mentir pra mim?
-Pense bem!
-É melhor não olhar pra trás!

-Diga onde você quer chegar?

domingo, 25 de março de 2012

O cego.


Desce escorregando lentamente por dentro,
Nas minúcias das dúvidas constantes,
Nos medos que agora são residentes
Daquilo que eu não queria. Aflito.

Salgada, como é de praxe.
Arde fora do comum,
Como se os "poros" nunca tivessem fechado.
Eu sinto mesmo é tudo rasgando.

Me fazendo lembrar daquele "candelabro".
Trazendo o arrependimento ao vocabulário.
Tapas na cara que o reflexo me dá,
Que eu preciso aprender onde quero chegar.

Tarde de domingos me fazem assim...
Seriedade, ambiguidade, curiosidade.
Toda hora pedindo a verdade
Que me faça voltar a ver...


terça-feira, 20 de março de 2012

Mentiras e sorrisos.


Ela percebeu que a sigo pela rua

Deve achar que sou um tipo de doente

Mas só em ver os seus passos me acabo
De ilusão, sim de ilusão

O disfarce acabou e agora a saída é fingir,
Demonstrando que não sinto nada ao lhe ver.
As mentiras se acumulam no sorri...
Como dizer que:


Não agüento mais guardar
O desejo de ser teu
E estourar esse balão que o ar aqui encheu
É tão bom extravasar
Esse ardor que ninguém sente.
Se eu disser...Se eu disser... Melhor não!


Será que devo arriscar e confessar a minha culpa
Por não ter tido uma atitude mais decente
De me expor sem ter medo do acaso
Aflição! Como dizer que:

Não agüento mais guardar
O desejo de ser teu
E estourar esse balão que o ar aqui encheu
É tão bom extravasar
Esse ardor que ninguém sente.
Se eu disser...Se eu disser...É amor.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Das profundezas do que é belo e feio...


Das profundezas do que é belo e feio, tu estavas lá!
Pois em beleza conquistaste um sentimento
E no que é feio plantastes decepção.

Um sentimento que nasceu desatento
Que por estética não deveria existir,
Mas que por insistência, resolveu nascer.

Do que é feio, tirastes a segurança,
Que a gente luta muito tempo para ter.
E então "vossa alteza" pisastes com desprendimento.

A ti digo que perdeste uma chance
Que por sorte um dia encontrarás
A vida não se doa como antes...



domingo, 18 de março de 2012

Dedo na boca, olho no olho...


Olhava. Hum e como olhava.
Fazia eu me sentir em outro estado,
Em outra atmosfera.
Aquele olhar falava tanto
Que obrigamos o silêncio a se fazer presente.
Esse era um daqueles sinais misteriosos
Que toda mulher faz questão de demonstrar.
Não havia lugar pra fingimento,
Nem pra simulação.
Nada era virtual, era o real dizendo:
"Estou aqui! Vem!"
E como todo homem vira menino,
Quando se sente intimidado,
Ele, desconfiado, começou a falar.
Dedo na boca, olho no olho
E mais uma vez ela tomou o poder.
A maquiagem borrada já dizia tudo
O corpo quente respondia os porquês.
Tudo lindo. Tudo desejável
Era tudo admiração.

terça-feira, 13 de março de 2012

...desejo, vontade, impulso.


Todos aqueles cacos juntados se esfacelam delicadamente em formatos de carinhos despretensiosos, em formatos desiguais e desonestos, onde a falta de coragem trás silencio e conformidade. Eu já nem sei porque estou assim! De um lado vejo uma construção e do outro cato os destroços.
Eu queria bem mais do que eu tenho - e quem não quer né? - mas pra quê treinar por uma luta perdida? Onde há logica nesse caminho que parece mais um labirinto?
Idealizamos sempre muita perfeição, mesmo sabendo que ela nunca existiu. E ai busco o que me angustia, espero pelo desprezo, torço pelo "pior time" e colho farelos.
Tenho me esquecido e sinto que estou longe demais pra tentar me buscar! É foda!
Vou voltar mesmo! Preciso desse resgate que vai me fazer perder tempo...
Pareço estátua de praça, que não gera lembranças, que não lembra história alguma.
Não gero desejo, vontade, nem impulso.