segunda-feira, 2 de julho de 2012

Predição.


Não adianta saber a data do meu aniversário.
Nem muito menos me procurar no horóscopo do dia.
Sou bem mais do que quatro linhas de periferia.
Muito mais do que virgem lutando com sagitário.

Sou mais do que as predições dos que me olham.
Mais do que os que julgam saber de mim
Só porque ouviram minha opinião. Enfim...
Sou mais do que sua cegueira no clarão.

Sou mais do que minhas músicas denunciam.
Bem mais do que as letras me traduzem.
Sou pasto verdejante em armazém.
A que o vento leva aos que o apreciam.

Sou mais do que o calor do meio dia.
O beijo apaixonado no escuro.
Sexo ardente, louco, puro.
E mais do que o mundo saberá um dia.

Por quê?


No inventivo modo de ser feliz,
Eu me aproprio do que é fato.
Porque não temos tempo exato
De quando nos virá aquele "X".

Aquela dúvida que vem "sem querer".
Aquela questão "infalível", 
Que nos leva até o "momento incrível"
De nos perguntar um simples "por que".

Pintamos e desenhamos todas as cores
E cada pincelada revela um adorno
De pensamentos, de estranho contorno,
Pra repelir bem pra longe nossos temores.

Replico: "Como seria se..." Nunca mais?
Triste e iludida afirmação.
São essas mesmas que levam meu queixo a mão
E faz (o que te agrada) você olhar pra trás.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Edredom.


O que fazer quando travesseiros não resolvem?
Quando almofadinhas não fazem diferença?
Quando edredons não aquecem...
Como você?

Eu me viro, mexo e não para tua ausência.
O sono se esconde e eu só penso "cama nossa".
No abraço quente, na presença calorosa...
Ôh coisa pra tirar minha paciência.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O julgamento


Quando este amor não tiver mais "juízes" pra opinar
Estarei a disposição do teu sentimento.
Que vira e mexe sofre algum atritamento
E faz a cegueira te impedir de andar.

Espero que nesse tempo a promotoria ache provas,
Indícios empíricos do quanto eu não tenho valor.
Relatos precisos de que eu não tenha te dado amor
E argumentos seguros de testemunhas idôneas. 

Mas... Caso minha defesa mostre o contrário
Espero que te arrependas de investigar meu itinerário.
Que sucumbas em dor por tua desconfiança
E amarguem tuas lagrimas como numa herança.

Pois perdes hoje o amor que desconfiastes
Destróis em pedaços, cacos que não poderão se ajuntar.
Pois fizeste da tua dúvida o tumulo do que era amar
E não voltarei ao que despedaçastes. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rios de lavas.


Que eu seja o riso arrancado logo ao acordar.
Que te passe a tranquilidade ao me ensinar
Que eu seja bem estar logo cedo.

Que seu dia dure menos a cada vez que pensar em mim.
Que o dia escorra pelos meus dedos ao lembrar de ti
Que as horas ganhem turbinas de aceleração.

Que meu beijo te leve a mente, convencimento.
Que esse beijo te faça sorrir de contentamento
Que nesse beijo produzam-se rios de lavas.



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Arrepio.


Dos inconstantes raios solares que se vê no inverno
Eu me comparo a esses raros instantes.
Prorrogo ao máximo os minutos de presença inconstante.
E lanço ao tempo sentimentos ternos.

Eternizo em mente todos os olhares.
Faço cada toque durar e admiro.
A carne febril faz o carinho ganhar calafrio.
Te ter do meu lado é inteiro sem partes.

Um vazio se acomoda nas segundas.
Sempre dragando momentos de arrepio.
Alegria é o teu olhar perguntando: "Tá com frio"?
E eu respondo: "Tua presença é das mais profundas".




segunda-feira, 11 de junho de 2012

Chuva...


Nossos corpos trançavam naquela chuva
Que expulsa a saudade de lugar.
Que expressa com beleza nossa luta.
Aquela de o tempo enganar.

Se enrolava e dava nós no lençol.
Nossa vontade de sermos um novamente .
Porque distancia é coisa incoerente.
Concha sem caracol.

Entrelaçando os braços como luva
E nos entendendo em encaixes.
Que nada na gente se afaste.
Presença que não se enviúva.

Parecíamos acorrentados no atol.
Presos em nosso momentos.
Alegres por mais um evento
Que o fim anuncia com o sol.