quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Pão Assado


A verdade surgiu de uma vez!
Não esperou nem um dia a mais.
Não deixou nem ele saber do que era capaz.
E anunciou sua honestidade com rigidez.

Bateu com tanta força que anestesiou.
Deixou tonto até a pilastra mais profunda
Respira fundo, lá vem a lágrima, pé na bunda.
Trouxe na costas mais peso do que levou.

E é assim, nessa "carcunda" enrijecida
Que a ferida começou a supurar.
Medicamento, tratamento, desfalecida...

Vou olhar o alto, o céu, não vou baixar
A guarda das lutas do passado.
Tudo ensina, até mesmo o pão assado.





quarta-feira, 1 de março de 2017

Arrependimento



Quem diria que arrependimento fosse masculino?
Pois parece que é desse sexo que reside sua definição.
Que é quase dessa natureza o dom da falsificação.
E que leva homem supurado a se ver menino.

Quem não erra desconhece esse momento
E o tormento que é ser apresentado a esta palavra.
Sua garra faz do estomago sua mera escrava,
De uma angustia que só cura a doses de tempo.

O desprazer de conhecer essa palavra parece infindável.
Não há contrição no mundo que possa esbranquiçar.
É nojo, repugnância, medo da moral enguiçar.
Destruição do ser que outrora era admirável.

Mas é nessa palavra que reside o retorno.
Sem ela muitos nem entenderiam suas ações.
Seriam cegos tateando escorpiões.
Ou orgulhosos abraçando o transtorno!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Informação


Está tudo dado!
Quem não busca fica desinformado.
Sua ideia a um dedo de click...
E você ai dando chilique
Compartilhando desenfreado.

Mas fique atento!
Nem tudo que se lê é conhecimento
Mentiras repetidas se tornam verdade.
E a mídia com sua sagacidade
Vai vendendo distorção com sangramento.

Em tempos de crise,
Devemos manter os olhos de ouvinte,
Desses que olham pro nada, mas atentos a tudo
E garanto que por menos de um segundo
Tudo será tratado como meninice.



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Beijo Grego

Olhe bem pra esses lábios.
Pra eles minha devoção.
Escorro os dedos nesses lábios.
Descobro que eles querem ação.

A língua passa pincelando.
E encharca esses lábios sem pudor.
Adora esse cheio inconfundível.
Torcendo pra causar logo tremor.

Gosto dos teus olhos a mirar.



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sem ela...



Sem ela sou fome constante
Delirante e cheio de solidão.
Sugestão imposta a minha vida
A saída é mesmo esperar.

Sem ela sou insônia.
Rio amazônia povoado minha cabeça.
A sexta passou com pouco agito
Atrito que o calor transmite.

Sem ela sou solitário.
Nem o imaginário consegue dar consolo.
Contorno que eu não consigo dar
Ah noitesinha miserável! 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Na boca



Quando ela me bota na boca e me beija
Nasce inevitavelmente um brilho no olhar.
Ainda que tímido eu esteja os sentidos parecem acordar.

Quando ela me bota na boca e me lambe
Pareço ter recebido na cabeça
Uma explosão de nebulosas a gerar estrelas

Quando ela me bota na boca e me suga
Fico congelado e irredutivelmente entregue
Pareço ser um escravo. Sou tudo que "não se deve"!

Quando ela me bota na boca e me engole
Sou tetraplégico, paralítico, sou demente
Mover-se é uma tortura e respiro sorridente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O que tem para conversar?



Você viu naquele blog, que os impostos aumentaram?
No site do Jornal escracharam a corrupção.
Aquela bbb agora está mais magra...
O que tem pra gente conversar?

Ninguém leu meu poema;
Todo mundo riu daquele vídeo;
E aquele cara chato curtiu a sua foto
O que tem pra gente conversar?

Houveram vários comentários...
Aquela menina vai ser mãe.
O Junior me exclui do face!
O que tem pra gente conversar?

Todos cantam aquela música ridícula.
E tem agora o quadradinho de 12.
Samuel ri do sangue no chão...
O que tem pra gente conversar?